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Quem é o profissional que trabalha com ciência de dados e por que ele é indispensável?

Em meio à gigantesca quantidade de dados gerados diariamente, mais precisamente 402,74 milhões de terabytes, novos desafios surgem. Entre eles, a necessidade de armazenar, processar e analisar informações de maneira eficiente. E aqui entra o profissional que trabalha com ciência de dados.

Ele é a pessoa responsável por selecionar dados relevantes, extraindo insights úteis de volumes massivos. Para saber mais sobre tal função extremamente valorizada no mercado de trabalho, siga com a leitura deste texto. 

Quem é o profissional que trabalha com ciência de dados

O cientista de dados é aquele profissional que tem ótimas habilidades com tecnologia, assim como conhecimento administrativo e estratégico. Sua função, basicamente, é responder a perguntas com base na análise de grandes quantidades de informações. 

Para isso, ele precisa compreender os objetivos do negócio do cliente com o qual está trabalhando. A partir daí, vai usar conhecimento computacional e estatístico para sanar possíveis problemas que a empresa esteja enfrentando. Ou até mesmo obter informações relevantes que ajudem no desenvolvimento da organização. 

Sendo assim, na prática, seu papel é crucial para a tomada de decisões estratégicas. Sejam elas relacionadas à projeção de vendas, otimização da receita, eliminação de erros etc. 

Como o trabalho é desenvolvido?

Para realizar suas análises e predições, o cientista de dados faz grande uso de modelos estatísticos, linguagem de programação e inteligência artificial. 

A ideia é usar a computação para filtrar, selecionar e organizar os dados do negócio que está em análise. Depois, algoritmos e modelos estatísticos são desenvolvidos para detectar padrões e tendências. 

Com tudo coletado e processado, o profissional vai apresentar os resultados em um relatório. Aqui as descrições devem ser claras, sem uso de linguagem técnica da computação. Inclusive, vale a pena usar gráficos para melhor descrever as descobertas. Afinal, o objetivo é que os gestores do negócio consigam entender as informações sem dificuldade. 

A relação entre o cientista de dados e a inteligência artificial

Como mencionamos, na hora de desenvolver suas atividades, o profissional que trabalha com ciência de dados utiliza muito os modelos de inteligência artificial. Um dos objetivos é automatizar tarefas repetitivas. Aqui podemos incluir ações como:

  • limpeza base de dados;
  • otimização de parâmetros.
  • geração de relatórios simples.

Porém, as IAs também conseguem processar grandes volumes de dados de forma mais rápida e eficiente do que humanos. Bem como detectar padrões complexos e tendências em dados que podem escapar à percepção do cientista. Portanto, ela é um recurso de grande relevância para a profissão.

Mas, será que, no futuro, o cientista de dados não ficará obsoleto? Seu trabalho não poderá ser realizado por um modelo computacional avançado? Esses questionamentos são naturais e, ao respondê-los, conseguimos ter a real visão da importância e do papel do profissional da área. 

Afinal, toda a atividade matemática, estatística e computacional desempenhada pelo cientista de dados são meios para um trabalho de base social. Ou seja, sua função é compreender os objetivos do negócio por trás de um projeto e resolver as dores do cliente. Isso exige criatividade, pensamento crítico e capacidade de se adaptar.

Todos esses pontos uma IA não consegue fazer sozinha. Assim como, depende do ser humano identificar vieses, interpretar o impacto das variáveis e garantir que os modelos sejam usados corretamente.

Como se tornar um cientista de dados

Caso queira atuar com ciência de dados, saiba que é indispensável gostar de estudar. Isso porque você precisa unir conhecimento de diferentes áreas. Além do mais, é necessário manter-se atualizado com os constantes avanços tecnológicos.

Também é importante gostar de resolver problemas, ter uma boa capacidade de comunicação, curiosidade e interesse por administração e negócios. Em termos técnicos, você deve compreender conceitos de:

  • estatística;
  • machine learning;
  • matemática avançada;
  • bancos de dados, como MySQL;
  • Linguagens de programação, como Python.

Ufa, são muitos conteúdos que você precisa dominar, não é mesmo? Isso pode desanimar quem está começando na área. Porém, lembre-se que no início não é preciso ser um especialista em todos esses assuntos. 

Você pode começar focando nas habilidades de programação, por exemplo. E adquirir as demais competências com o tempo, enquanto adquire experiência de mercado.

Mercado de trabalho: salários e perfil profissional

Os salários do profissional que trabalha com ciência de dados é bastante atrativo. Na média, ele fica em torno de R$9 mil, como mostra o site do Glassdoor. Contudo, dependendo do nível de know-how do cientista, o valor pode chegar a R$12 mil ou mais. Quem está em início de carreira recebe entre R$4 e R$6 mil. 

Em termos do perfil de quem já atua com esse tipo de atividade, podemos dizer que hoje existem sete tipos de profissionais. São eles:

  • generalistas;
  • lendas;
  • especialistas em Estatística;
  • com pouca profundidade;
  • especialistas em Engenharia de Machine Learning;
  • experts em uma vertical;
  • gestores de times de dados.

Essa divisão foi feita por Florian Douetteau. Ele é o fundador da Dataiku, uma empresa de inteligência artificial avaliada em bilhões de dólares. 

Para saber mais sobre ciência de dados, tecnologia e desenvolvimento de carreira, continue acompanhando o blog aqui da FAES MG. Sempre trazemos conteúdos relevantes sobre o tema para você que quer se destacar no mercado de trabalho.

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